O período gestacional é uma fase causada por intensas mudanças fisiológicas - dentre outras - na mulher. Uma dessas mudanças decorrentes deste período é o surgimento da placenta, um órgão incrível que só aparece durante o período gestacional. Mas o que seria este órgão? Dando uma pesquisada em artigos, achei uma definição bem interessante para esse órgão. De acordo com Brólio et al (2010), a placenta é um órgão constituído por porções maternas e fetais, que faz com que ocorra a transferência de certas substâncias da mãe para o bebê, além de produzir hormônios essenciais para o desenvolvimento do feto. Este parágrafo foi apenas uma introdução do assunto que iremos abordar: alimentação.
Você sabia que a alimentação interfere diretamente no futuro hábito alimentar do seu bebê? Pois é. Se você tem costume de realizar uma alimentação com alto teor de açúcar, seu bebê já vai ter uma tendência a preferir alimentos açucarados. O ideal seria que a gestante comesse de tudo (frutas, verduras, legumes) para ir criando os hábitos do bebê, para que ele tenha hábitos saudáveis na infância, carregando estes mesmos hábitos para o resto da vida. Então, durante o período gestacional, procure alimentar-se de forma saudável e não chute o balde já que você pode ganhar peso a vontade (pura mentira!!!). Uma mulher com um peso eutrófico (nem abaixo, nem acima) pode ganhar até 12,5kg na gestação, sendo que esse ganho de peso se inicia a partir do 2º trismestre de gestação (4º mês). Então, não se iluda comendo pizzas, hambúrgueres e sorvetes toooodos os dias, porque, além de tudo isso ir para o seu bebêzinho, você vai acabar ganhando um peso indesejável e inadequado, acabando difícil de perder esse peso no período pós-parto.
Há certos micronutrientes que estão em alta demanda e você tem que consumi-los de acordo com a recomendação indicada para gestantes. Nutrientes como o ferro, cálcio e ácido fólico devem ser prioridade na sua listinha, não desmerecendo as vitaminas A, C e D, é claro. Porém a quantidade indicada de ferro na gestação é muito elevada, acabando por se tornar muito difícil de se adquirir aquela quantidade apenas através da alimentação, fazendo-se necessária a utilização de suplementação, mas não se engane: suplementação de micronutrientes NÃO engorda, ao contrário do que dizem seus amigos, parentes e vizinhos. Portanto, confira com seu médico e/ou nutricionista se você precisa de suplementar algum micronutriente para um bom desenvolvimento do seu bebê. Abaixo listarei a importância dos micronutrientes na gestação bem como fontes de alimento para cada nutriente.
• Ferro
O volume sanguíneo materno aumenta durante a gestação, por isso é necessário um aporte de ferro adequado para evitar uma anemia, bem como para estocar devido à possíveis perdas durante o parto e para a formação de células sanguíneas no bebê. Você certamente já ouviu falar de mulheres gestantes que sentem desejo e até comem tijolo e terra. O nome que se dá a isso é picamalácia. Esses desejos ocorrem porque seu corpo está com deficiência de algum nutriente, no caso o ferro, e está associado a doenças como anemia. Por isso, se você sente desejo de consumir substâncias não comestíveis, fale com seu médico sobre isso. Fontes: vegetais verdes como agrião, rúcula, couve, espinafre e brócolis, carnes vermelhas (destaque para a carne de fígado) e grãos como lentilha e feijão preto.
• Cálcio
Essencial para a mineralização óssea do bebê, contribuindo para a formação óssea. Você sabia que o danadinho do seu corpo dá prioridade sempre para o bebê ao invés de você? Para as mamães isso é bom, já que fariam de tudo pelo bebê. Porém, se sua alimentação estiver com baixo teor de cálcio, seu organismo retira o cálcio estocado nos seus ossos para dar para o bebê. Isso é bom para o bebê, já que significa que, enquanto ele estiver na sua barriga, ele não terá deficiência de cálcio. Mas pode trazer prejuízos significativos para a mãe, como osteoporose. Por isso devemos estar atentas a alimentação e garantir a quantidade de cálcio suficiente e recomendada para satisfazer a todas as necessidades do organismo materno e fetal. Fontes: leite e derivados como queijo, iogurte e requeijão.
• Ácido Fólico
Esse nutriente é ES-SEN-CI-AL para o bebê, já que participa na formação neurológica do bebê. A deficiência séria deste nutriente está associada a má-formação do tubo neural, ruptura da placenta e aborto espontâneo. É imprescindível a adequação deste nutriente. A deficiência de ácido fólico é tão grave que, se diagnosticado com antecedência algum problema no feto referente ao tubo neural, há até cirurgia realizada no feto para correção nessa má-formação. Essa cirurgia é feita com o bebê ainda no útero. O nome da cirurgia é Cirurgia a Céu Aberto e você pode encontrá-la e assisti-la clicando aqui. Fontes: carne de fígado, lentilha, quiabo e feijão. Pode, também, ser suplementado.
Bom, pessoas, espero que vocês tenham gostado da publicação de hoje. É isso, por enquanto. Caso tenham visto algum erro de digitação ou científico, basta me contatar que estarei disposta a consertar ou discutirmos de forma civilizada sobre nossas opiniões.
Referências
1 BRÓLIO, M. P. et al. A Barreira Placentária e sua Função de Transferência Nutricional. Disponível aqui. Data de Acesso: 20 de Outubro de 2015.
2 VITOLO, M. Nutrição da Gestação ao Envelhecimento. Rio de Janeiro: Rubio, 2012, 627 p.
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